Em carta, personalidades pedem asilo para Assange

Julian Assange: criador do WikiLeaks recebeu, por carta, apoio de cineastas, artistas e escritores

São Paulo – Julian Assange, o criador do WikiLeaks, conseguiu apoio de várias personalidades para que o Equador lhe conceda asilo político.

Ontem, o presidente equatoriano, Rafael Correa, recebeu uma carta com pouco mais de cinco mil assinaturas. Entre elas, constavam as de personalidades como os cineastas Michael Moore, Danny Glover e Oliver Stone; e das escritoras Naomi Wolf e Jemima Khan.

O linguista e filósofo norte-americano Noam Chomsky, do MIT, também assinou o documento. Ele é conhecido por seu ativismo politico e defesa dos direitos humanos.

Na carta, os signatários pedem, além do asilo, que Assange tenha segurança no Equador, já que ele alega que é alvo do serviço de inteligência de alguns países, entre eles os Estados Unidos e a Inglaterra, além da Suécia – país que o acusa de crimes sexuais cometidos há alguns anos.

“Assange tem boas razões para temer sua extradição a Suécia, já que existe uma alta probabilidade de que na Suécia ele seja preso e, então, extraditado aos Estados Unidos”, explica a carta, com assinaturas de acadêmicos, diplomatas, intelectuais, economistas, advogados e pessoas de todo o mundo.

As personalidades assinaram a carta digitalmente, pela plataforma digital Just Foreign Policy – que é mantida por uma organização independente cuja função é analisar a política externa americana.

A carta ainda está aberta. Quem quiser, pode  assinar o documento de apoio ao criador do WikiLeaks. Para isso, basta acessar o endereço http://salsa.democracyinaction.org/o/1439/p/dia/action/public/?action_KEY=10891.

Fuga – O fundador do Wikileaks se refugiou na última terça-feira na embaixada do Equador em Londres e pediu asilo para evitar sua extradição a Suécia, onde é acusado de ter cometido delitos sexuais.

Desde a fuga de Assange, o presidente do Equador trata o assunto com um comitê do país andino em Londres, mas ainda não anunciou nenhuma decisão a respeito, já que usará “o tempo que achar necessário” para analisar “todas as causas deste pedido de asilo”.

O chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, disse que um grupo de advogados também analisa o caso “para advertir as implicações políticas e jurídicas para o Equador em caso de aceitar o asilo”. O país teme retaliações caso aceite Assange como exilado.

Segundo Patiño, o país não tem urgência em tomar uma decisão. “Há pessoas que ficaram isoladas em embaixadas por um dia, três semanas ou cinco anos”, afirmou. O chanceler explicou que o Equador poderia dialogar com diplomatas britânicos, mas, ressaltou que para o país “a decisão tomada será soberana”. Ele ainda acrescentou que o Governo não conversou nem com Julian Assange nem com diplomatas dos Estados Unidos.

No entanto, diz Robert Naiman, diretor da Just Foreign Policy, o governo do Equador não pode demorar porque a Inglaterra pode fazer uma manobra para retirar Assange da embaixada do Equador e entregá-lo correndo à Suécia, onde será julgado pelos crimes sexuais.

“Ele [Assange] é inocente, mas corre riscos. Porque ele cometeu o ‘crime’ de ter praticado o jornalismo sério quando revelou grandes atrocidades contra a humanidade cometidas pelo Governo dos Estados Unidos, especialmente ao publicar um vídeo que mostra os militares americanos matando deliberadamente a população civil em guerras, incluindo dois funcionários da Reuters”, explica Naiman.

Fonte:  Por , de INFO Online

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